Mesmo sob o impacto das fortes chuvas que atingiram o Meio Oeste catarinense e elevaram os níveis dos rios da região, os gestores culturais dos municípios associados à AMMOC (Associação dos Municípios do Meio Oeste Catarinense) mantiveram o compromisso com o fortalecimento das políticas públicas locais. O Colegiado de Dirigentes Municipais de Cultura reuniu-se na quarta-feira (22) em Erval Velho, combinando presença física e participação remota para debater as diretrizes do setor.
A abertura oficial foi conduzida pelo coordenador do colegiado, Josiano Guilherme Puhle, acompanhado pelo diretor municipal de Cultura de Erval Velho, Gelson da Silva, que acolheu os participantes ressaltando a satisfação do município anfitrião em sediar um encontro de tamanha relevância para a integração regional.
Diante do bloqueio e dos riscos de deslocamento causados pelas intempéries pluviométricas, o Colegiado adotou o formato híbrido por videoconferência para assegurar a representatividade de todas as cidades. Gestoras como Vânia Schwaizer Damasceno (Capinzal) e Luci Calegari (Lacerdópolis) puderam acompanhar e deliberar sobre as pautas diretamente de seus municípios.
Prevendo que eventos climáticos adversos possam voltar a ocorrer nos próximos meses, o grupo submeteu o tema à votação. Por unanimidade, ficou decidido que as reuniões ordinárias permanecerão preferencialmente presenciais. Contudo, em situações extraordinárias que envolvam riscos de segurança ou inviabilidade de tráfego, será autorizada a participação remota excepcional, mediante justificativa prévia ao coordenador.
Um dos momentos centrais do encontro foi a análise da execução do Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com a condução técnica da especialista Roselaine Vinhas, os dirigentes debateram os procedimentos necessários para garantir a segurança jurídica e administrativa na aplicação dos recursos federais, sobretudo considerando as restrições impostas pela legislação durante o ano eleitoral.
Também foram alinhadas as diretrizes quanto aos prazos e exigências para a prestação de contas, permitindo que os municípios compartilhassem experiências práticas e esclarecessem dúvidas sobre os editais e repasses.
A pauta contou ainda com a participação de Fabianne Balvedi, que apresentou o trabalho desenvolvido junto aos Pontos e Pontões de Cultura. Fabianne enfatizou o fortalecimento da Rede Cultura Viva, a integração com a economia solidária e as oportunidades práticas de captação para os municípios.
Ao analisar a realidade regional, Roselaine Vinhas contextualizou os desafios e critérios do Ministério da Cultura (MinC) para o reconhecimento formal desses pontos, destacando que as diretrizes atuais do MinC precisam ser adaptadas ao perfil demográfico e estrutural das pequenas cidades do Meio Oeste. Por fim, o grupo abordou a urgência em regularizar e operacionalizar os Fundos Municipais de Cultura, essenciais para conferir autonomia e continuidade aos projetos culturais da região.
